Renata Vanzetto abre sua casa e fala sobre moda e a paixão pela cozinha

 

“Hiperativa, cozinheira, mãe do Ziggy e viciada em abrir novos restaurantes.” É assim que a chef Renata Vanzetto - alma, cabeça e talento à frente de algumas das casas mais badaladas de São Paulo - se define. A trajetória e a paixão pela cozinha surgiram na cozinha da avó da Renata em Ilhabela aos 13 anos. “Minha avó foi a minha primeira influência, ela é uma daquelas cozinheiras de mão cheia, faz uma comida caseira como ninguém,” conta.

O primeiro projeto foi o Marakuthai da Ilhabela, que Renata abriu aos 18 anos. “Eu sempre fui muito autodidata, curiosa, sempre fui atrás de aprender, foi assim que as coisas foram evoluindo. Da cozinha de casa, abri o Marakuthai em Ilhabela, depois viemos para São Paulo abrir os Marakuthais daqui, e assim foi acontecendo. Veio o Ema, MeGusta, Matilda e agora o Muquifo, meu mais novo projeto.” Tudo isso sem mencionar o Buffet Vanzetto que faz festas e eventos.

 

Minha avó foi a minha primeira influência, ela é uma daquelas cozinheiras de mão cheia, faz uma comida caseira como ninguém

Sempre ligada no 220v e apaixonada por novos desafios, Renata conta que a energia toda já nasceu com ela: “Minha avó teve 7 filhos, 18 netos e ela fala que nunca tinha visto um recém-nascido que você colocava em um lugar no berço e acordava em outro. Desde sempre, nunca parei”. No momento, o foco é no Muquifo, o mais novo empreendimento da chef - que serve pratos de comida caseira, bem estilo casa de vó e onde ela têm dedicado a maior parte do seu tempo. O resto do dia é dividido entre o MeGusta, o Matilda e o Ema - o Marakuthai fica por conta da mãe dela. Sobre o seu restaurante favorito: “ah, acho que o Ema sempre vai ser o queridinho”.

 

Acho que o Ema sempre vai ser o queridinho

A motivação vem da sede pelo novo. Renata faz questão de se envolver em todo o processo de desenvolvimento, do nome, ao conceito, passando pelo local, decoração, cores, uniformes, até chegar no cardápio. E, falando em cardápio, a chef afirma ser uma comilona de primeira: “Gosto de comidas de muitos estilos, amo comida coreana, por exemplo, e também não dispenso uma boa massa.” Se fosse para escolher um prato favorito, “seria um tempero: limão, sou viciada, não pode faltar nunca!”

Os dias corridos, que são divididos entre momentos com o filho Ziggy, reuniões e a cozinha e administração dos restaurantes, exigem looks confortáveis e que acompanhem a chef por onde ela for. “Eu sempre penso em uma roupa que eu possa usar na cozinha - só colocando um avental por cima - e que ao mesmo tempo me deixe pronta para os outros compromissos do dia.

Normalmente uso calça com uma blusa ou camisa mais larguinha e tênis ou botinha nos pés.” Apesar de ser fã dos básicos no dia a dia, Renata não tem medo de ousar na hora de escolher o look para eventos especiais: “adoro estampas, cores e um belo batom vermelho.”

 

 
Adoro estampas, cores e um belo batom vermelho.

Assim como ela, a decoração da casa tem estilo despojado e zero careta - unindo peças antigas, garimpadas de antiquários e brechós, com outras mais modernas. “Eu amo esse apê! Reformamos ele inteiro e decidimos abrir a cozinha para deixar tudo bem integrado, que óbvio, é uma parte que a gente curte muito.” Entre os objetos preferidos da chef, está a enorme mesa de madeira que foi desenhada pelo marido e as composições de parede feitas pela mãe. “Sempre foi meu sonho ter uma mesa grande porque a minha casa vive lotada de gente. Ontem mesmo cozinhei para alguns amigos que fizeram um encontro aqui. Eu adoro!”

 

A parede lotada de quadrinhos, com alguns pintados pela própria Renata, comprovam seus múltiplos talentos. Seja em casa ou nos negócios, ela gosta mesmo de se envolver em tudo, do projeto da cozinha à identidade visual dos restaurantes. “Sempre busco uma identidade visual forte. O Matilda, por exemplo, foi todo pensado, as cores, a personagem… No Muquifo, a decisão de partir do rosa e verde foi minha. Gosto de lugares que não sejam tão quadrados, que tenham uma brincadeira, um ar de leveza, informalidade.”