Um dia com a cantora Luedji Luna no Breve Festival

 

Já imaginou como é se apresentar no palco de um festival de música para um público de até 6 mil pessoas? Colamos na baiana Luedji Luna, uma das principais atrações do Breve Festival, evento que aconteceu em Belo Horizonte nos dias 25 e 26 de agosto, e registramos todos os preparativos envolvidos antes de um mega show! Confira como foi:

 

 

15h

O #AMAROteam encontra com Luedji no hotel. Ela tinha acabado de tirar um cochilo, já que havia praticamente virado a noite em outro show no dia anterior. Nascida em Salvador, ela mora na capital paulista desde 2015, quando resolveu correr atrás do sonho de ser cantora. “Não sou de uma família de músicos, então passei muito tempo negando a profissão de cantora até começar tardiamente”, conta ela, hoje aos 31 anos. Apesar de seus pais serem funcionários públicos, foi em uma roda de música no quintal de casa (com um grupo batizado de Raciocínio Lento) que ela ganhou o incentivo que precisava. “Eles se reuniam nos finais de semana para fazer uma música de muita qualidade. E eu passei a infância e adolescência inteira escutando aquilo, então foi sem dúvida uma grande influência.”

 

 

16h30

Hora de partir para o Mirante Beagá, espaço que onde acontecerá o show de Luedji no Breve Festival. No caminho, falamos sobre o sucesso de seu primeiro CD, lançado ano passado. “O Corpo no Mundo fala de um não lugar, não pertencimento. Ele não poderia ser nem música brasileira, nem música africana, nem música baiana, nem jazz e nem blues. Eu queria esse ato de não saber o que é, de estar ouvindo algo novo mesmo”, explica. O resultado ganha corpo graças a um mix incrível de músicos de toda parte do mundo: produtor sueco radicado na Bahia, guitarrista queniano, percussionista baiano, baixista cubano e por aí vai. O papel da mulher negra no efervescente cenário cultural brasileiro também é peça chave de seu trabalho. “Eu fui criada com pai e com mãe, nunca passei fome, estudei em escolas excelentes e, apesar de tudo isso, ainda existe a barreira estrutural do racismo que silencia e apaga nossas vozes”, comenta Luedji. “Acho que é minha responsabilidade ampliar essa mensagem, pois quantas de mim chegaram neste lugar de visibilidade e escuta? Somos poucas e raras.”

 

18h

O show estava marcado para as 18h, mas está uma hora atrasado. Enquanto a cantora se prepara e aquece as cordas vocais, conversamos sobre influências e inspirações musicais. “São tantos nomes que me inspiraram! Ouvia muito Milton Nascimento e Luiz Melodia, além de Gilberto Gil e Caetano Veloso”, relembra. Caetano, aliás, é um de seus colegas de palco no segundo dia de festival, além de Rincon Sapiência e Baiana System.

 

 

18h30

It’s almost showtime! E o que uma roupa precisa ter para ganhar o palco junto com Luedji? “Gosto de movimento, pois me movo muito enquanto canto, então sempre escolho peças leves. O importante pra mim é ter sempre leveza e ser de cores claras, nunca uso preto”, conta. Os escolhidos da vez foram um top cropped vermelho, uma calça com fios de lurex para brilho estratégico, uma bomber para se proteger do frio de Belo Horizonte e uma bota de cano curto com salto trabalhado. “Na vida real sou prática e não gosto de perder tempo - sou zero do desconforto, por isso amo vestidos e macacões, que me deixam pronta em apenas uma peça. Sou antenada e ligada em moda, mas gosto mesmo é de misturar as tendências com alguns básicos. Um acessório poderoso, uma pochete, um tênis massa e já me sinto moderna.”

 

 

19h10

Chegou a hora! Em um noite de lua cheia e linda, Luedji fez os mineiros cantaram ao som de seus principais sucessos. Encerrou com Banho de Lua, canção de tom animado e espírito leve, como a própria cantora. Fique de olho nela! Luedji ainda tem muita história para contar <3

Mais fotos do show (e do #AMAROlook de Luedji) acima!

Aliás, sabia que a AMARO está abrindo as portas de seu primeiro Guide Shop em Belo Horizonte? Inauguramos em breve um espaço novinho no
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