AMARO bate um papo sobre futebol com mulheres que são especialistas no assunto

 

Quem disse que futebol não é coisa de mulher? Em clima de Copa, convidamos um time que entende do assunto para provar que lugar de mulher é onde ela quiser - incluindo o campo de futebol e a resenha pós jogo. Conheça a história de quatro personagens incríveis que, com muita garra, estão vencendo preconceitos e conquistam um
lugar ao Sol. Acompanhe:

 
 

Da esquerda para direita: Júlia Vergueiro, Isabela Valiero, Yasmim Ribeiro e Nina Cardoso.

 
 

 

Com mais de trinta jogos profissionais na conta, Yasmim Ribeiro (@yasmimaribeiro), atual lateral-esquerda do time feminino do Corinthians, começou a treinar aos 10 anos - mas foi apenas aos 16 que ingressou em seu primeiro time de base. "A escola me indicou para um olheiro que buscava novos talentos. Logo de cara ele me ofereceu a chance de jogar profissionalmente e não tive dúvidas, aceitei. Fui para São José dos Campos e São Paulo para fazer testes e passei, mas, por conta da lotação, não tinha alojamento para ficar", relembra.

 

Após meses de espera, com a ajuda de seu primeiro treinador, passou em uma peneira de mais de 100 meninas para jogar no time de base da seleção brasileira e, desde então, nunca mais parou. Em 2014 participou no campeonato Sul-americano e dois anos depois, jogou o Mundial com a camisa verde e amarela. A preparação foi intensa e virou trampolim para seu futuro no Timão. "Ano passado entrei para o Corinthians e senti o gostinho de ser vice no Campeonato Brasileiro e campeã da Libertadores", conta ela que, com apenas 22 anos, já tem experiência de gente grande. "Temos que trabalhar duro diariamente para conquistar nosso lugar e a paixão pelo futebol é o combustível para driblar qualquer desafio.”

 

 

Seu estilo: esportivo. Não dispensa tênis, legging, jaqueta e camiseta. Fora dos treinos, jeans não pode faltar!

 

 

 

 

 

Assim como Yasmim, muitas mulheres brasileiras tem se destacado no mercado e mostrado seu valor no futebol, seja jogando, apitando ou comentando. Isabela Valiero (@isavaliero), por exemplo, é comentarista de um dos primeiros canais de futebol do Youtube liderado por mulheres, o Tá Bela.

 

Isa percebeu que suas habilidades estavam mesmo fora de campo e usou a facilidade que já tinha para comentar os jogos como trampolim para chegar lá. Hoje, o canal serve como  incentivo à todas que gostam e querem trabalhar com esporte, seja ele qual for. Torcedora fiel do Palmeiras, ela conta que seu amor pelo esporte é hereditário. "Meu pai e meu avô foram duas figuras importantes para a minha carreira. Eles que me ensinaram tudo o que sei e é com eles que aprendo todos os dias", diz.

 

 

 

 

Seu estilo: Descomplicado. Gosta de combinar shapes mais soltos com peças justinhas. Sua peça favorita é a jaqueta corta-vento. Salto só em ocasiões especiais.

 
 
 
 

 

Paixão que vem de casa também foi o gatilho da jornalista Roberta Cardoso (@robertanina), mais conhecida como Nina. Ela também cresceu em uma ambiente familiar onde falar de futebol era muito incentivado. "Meu pai era jogador de várzea, cresci assistindo aos jogos nos estádios com ele e meu irmão mais velho" relembra.

 

 

Com a ideia de aumentar a representatividade feminina no esporte, fundou em 2015 com Júlia Vergueiro o Dibradoras, plataforma de conteúdo para falar sobre esporte feita por e para mulheres. "Quanto mais eu ia ao estádio e conviva com grupos de amigos apaixonados por futebol, mais crescia a ideia de que precisávamos de mulheres para falar de esporte", conta. "A gente viu na falta de apoio que as jogadoras têm mais um motivo para buscarmos a pluralidade neste mercado". A plataforma conta com mais de 100 entrevistas semanais de mulheres presentes no meio esportivo.

 

 

Seu estilo: Casual. Calça e jaqueta jeans são indispensáveis. Nina também não abre mão do conforto, por isso, investe em peças que a acompanham em todas as ocasião.

 

 

 

 

 

Além de participar da criação do Dibradoras, Júlia largou sua carreira "tradicional" para tocar mais um projeto próprio, o Pelado Real, que reúne meninas e mulheres de todas as idades para jogar bola. "Tudo começou com uma desculpa entre amigas para praticar atividades físicas juntas, longe das academias”, fala.

“Não tinha a mínima noção se o projeto daria certo, mas continuei.” Hoje, com mais de 200 alunas, o Pelado Real colhe frutos que vão muito além do condicionamento físico. "Nossas alunas encontram aqui um espaço que as fortalece para enfrentar qualquer desafio e preconceito, dentro e fora do futebol", explica.

 

 

 

Seu estilo: Prático. Gosta de usar tênis, legging, shorts e tudo que a deixa confortável. Tem uma coleção de camisetas de time e as usa no dia a dia sem problemas.

 

 

 

Desconfianças e perrengues no caminho? Todas encontraram, driblaram e seguiram em frente. "Árbitros, organização e até contratempos com colegas de trabalho já aconteceram, mas segui de cabeça erguida e não me deixei abalar", relembra Yasmim. “Meu pai me ensinou a ignorar o que não me faz bem. Se eles acreditam que no futebol não há lugar para mulheres, estão enganados.”

E você? Conhece alguma história de mulher craque do futebol? Compartilhe com a gente nos comentários abaixo!